Posts tagged: poesia

1964 (tropa de choque)

 

Nos escudos,
um par de asas.
São morcegos?

Os cassetetes 
- microfones da ira -
só admitem silêncios.

Passa, passa, passa…
Quem não advinha o que acontece? 

O vento elétrico evapora o rio vermelho
nos olhos que desobedecem ao gás lacrimogêneo.

Anna Ehre

a(r)mar

Amar é lutar sem armadura em uma guerra sem perdedores.

Raphaella Bernardesfalsografia

papel branco

essa mão sobre o meu peito

só pode ser afeto

atravessa com cuidado, amor

esse mar aberto.

Juliana Brinapalavracardiaca

pra chegar nas linhas do amar
                  …
fronteiras sanguíneas unimos

pra chegar nas linhas do amar

                  …

fronteiras sanguíneas unimos

Velho, não.

Entardecido, talvez.
Antigo, sim.
Me tornei antigo
porque a vida,
tantas vezes, se demorou.
E eu a esperei
como um rio aguarda a cheia.


Mia Couto

via somethingdifferentfromthis

dentro

sinceridade do tempo,

um dia passado em som.

.

amigo: caminho aberto,

espaço que amplia.

.

habitando a janela

que nunca é a mesma.

d’ angelameili

virada cultural, 2013. palco do Sarau do Binho

virada cultural, 2013. palco do Sarau do Binho

Pensamentos soltos 
Nossa lista da semana é uma ode às palavras ditas, pensadas e escritas.Tô gato? O que pensam os gigantes da literatura antes de sair para a balada.Lugares estranhos Natércia Pontes escreve, Marcio Távora fotografa. As coisas findas… ficarão Poesias escritas e fotografias curadas por Ehre, um usuário talentoso e misterioso, A POETISA. Oficina de palavras   Citações, reflexões e ferramentas da língua portuguesa.
 
d’ equipebrasil

Pensamentos soltos 

Nossa lista da semana é uma ode às palavras ditas, pensadas e escritas.

Tô gato?
O que pensam os gigantes da literatura antes de sair para a balada.

Lugares estranhos
Natércia Pontes escreve, Marcio Távora fotografa.

As coisas findas… ficarão
Poesias escritas e fotografias curadas por Ehre, um usuário talentoso e misterioso, A POETISA. 

Oficina de palavras  
Citações, reflexões e ferramentas da língua portuguesa.

 

d’ equipebrasil

Petróleo

sombra:

carne incorpórea colada no tempo.

corpo imaterial, ou a fisicalidade do ausente.

o negativo de uma materialidade anterior –

silhueta de fumaça na parede branca.

(o que se fotografa são fantasmas)

eu sou o livro-fogo que queima, negro.

estive sempre aqui (mas isso não é visível).

agora há o resquício,

e há também a imagem que me cria,

para que eu siga sendo

este outro.

agora sou um traço de pólvora.

 a fotografia-fuligem, a imagem-pó –

o livro-espectro.

Joana Corona, via esferacontemplada

 

O curta-metragem/trailer Until the Quiet Comes traz, em menos de quatro minutos, um compilado de três faixas do disco do produtor Flying Lotus. É um mix de poesias que podem te lembrar tanto Cidade de Deus, quanto trabalhos de Spike Jonze. Ele contrasta muito bem a inocência da infância com o ambiente agressivo do “gueto”, com balas perdidas e corpos atirados pelo chão, encerrando em uma performance quase teatral de um dos baleados, que poeticamente transforma toda a dor em arte.

musicapavê