Posts tagged: art
L’ Ondée (Rains)
via ungaretti
estudos da saudade // people I miss
2013
acrylic on paper
acrílico em papel
Yang Yongliang
Phantom Landscape I.Nr 1
60 × 130 cm , Epson Ultragiclee print on Epson fine art paper
via caomijandonocaos
pesquisar nos poetas, raízes
devolver ao povo em forma de dança
pulsa nas pernas a entrega
anseia o coração esperança
—
poem’à Cia Sansacroma
“An artist never works under ideal conditions. If they existed, his work wouldn`t exist, for the artist doesn`t live in a vacuum. Some sort of pressure must exist. The artist exists because the world is not perfect. Art would be useless if the world were perfect, as man wouldn`t look for harmony but would simply live in it. Art is born out of an ill-designed world.”
Andrei Tarkovski
via lecollecteur
El sol y el fin los vemos por espejos
Tania Colon Morales, la peligrosa pop
Flying shoes no.4: the woods, 2012
Dirceu Maués, da série “Dos sonhos que não acordei” – 2004-2007
Certa vez Dirceu sonhou com as cores de Rubens, delírios de exílio. Tartarugas gigantes, vermelhos, muitos vermelhos, ocres, céus taciturnos, paisagens táteis. Curioso notar que esta mesma sensação está contida em cada imagem apresentada. Parece que cada uma destas imagens guarda o mesmo frescor e mistério da eternidade. Imagens sempre em transição, como numa jornada sem paradeiro. No fim do estirão estará a nossa espera uma vó desalmada? Talvez nunca o saibamos, pois aquele tempo estendido lhe é peculiar, o único que importa.
O sopro morno de Dirceu murmura em nossos ouvidos: os sonhos não evanescem, estão à nossa espera toda vez que deitarmos a cabeça no travesseiro e olharmos para dentro de nós mesmos.
‘La Poesie’, Alphonse Mucha
via peixesverdes
Binho, Poeta periférico, Casa das Rosas, 2012
IR, IR E IR
Quero ver onde essa
América se desmorena
E se constrói
Onde se diz negra
Onde se desmestiça
E se desmistifica
Onde se andina
E se desanda
Quero ver
Onde o samba é Gardel
Onde o tango é Noel
Onde a fala é o silêncio dos pampas
A Cordilheira, a Mantiqueira
Onde o ferro é o cobre
Onde Itabira é Temuco
Onde Neruda é Drummond
Onde o guarani é oficial
Onde o Morumbi és La Bombonera
Onde o Chile é Allende
Onde nenhum salvador é Pinochet
Quero ver quero ver
Onde o Paraguai venceu
Onde Afonsina se entregou
Onde o Brasil se Argentina mais
Onde o Uruguai é mais Galeano
E onde eu sou mais ou menos brasileiro
Quero ver, quero ver