(quimera)

o medo que impede a ação
antes ameaça o pensamento

dessa feita
o vir-a-ser
é uma escolha
(in)constante

o ideário aprisionado
ar livre anseia

resta ainda a quimera
da primavera

Tags: sinais

Akua Naru! Como essa voz faz-me bem..

(Fonte: farfallamaerulav)

A poesia deu cri(a)

A poesia deu cri(a)

Tags: sinais

respirei fundo me preparei para mergulhar me posicionei para o salto e pulei Enquanto estava no ar muitas coisas se aleatorizaram dentro e fora de mim. Pensamentos, inclusive. Os veres na ausência da coisa vista, diria Burrhus. Eu não me importava mais com explicações. Eu estava no meio de um salto para o nada. E não sabia se aquilo teria fim. Eu apenas estava. Em um determinado momento, a música que estava tocando parou. Song on the beach, nunca mais. Embora eu tivesse certeza que logo viria outra, eu não conseguia suportar a ansiedade. Em qual momento algo se torna mais real ou verdadeiro? Qual é o exato ponto em que as coisas se tornam? Sim, do verbo tornar-se. De vir a ser. O meu salto era um vir-a-ser de outra coisa que eu não era, que, na verdade, eu nunca havia sido. Chamam isso de vida, eu acho. E era um salto para o nada. Continuava sendo um salto para o nada. E quando é que as coisas deixariam de ser se elas são independente de nós? Eu já não me importava mais com explicações, mas continuava me questionando. Deve ser porque enquanto continuamos perguntando, continuamos em um certo equilíbrio que dizem ser sanidade. O problema é quando a gente não se questiona mais. Ah, e as respostas são puro adorno. Mudam de época em época, é tipo moda. Construiram prédios longos com o passar dos anos. Eram feitos, principalmente, de informações. Não existia nada mais valioso naquele século. Esse meu século de orações. Era um tipo de vírus tão valioso que as pessoas aceitavam ser infectadas mesmo quando corriam algum tipo de perigo - vital ou existencial. E lá estavam as criaturas, orgulhosas de seu próprio orgulho. Saber-se orgulhoso era, absolutamente, algo a se orgulhar. Essa tão sonhada consciência. Overestimate, for sure. No fim, era isso. E não era. Talvez fosse, em algum singular próprio. Ou mergulhasse na profundidade do nada até esquecer-se do próprio esquecer.

(Paola Vitali)

Tags: sinais

"Maria,
amor não é um relógio de pulso
Mas pulsa
Porque essa sua sina
Em consertar as asas que não são suas
E não saber voar
Ainda fará o teu mundo
Uma loucura particular"

— (via calices)

(Pulsar! R.)

zeitgato:

Zeitgato #3

https://bitly.com/zeitgato

calices:

há duas coisas que a física não me ensinou de fato, a primeira de todas é que dois corpos podem ocupar o mesmo espaço, pois quiçá a mente seria um corpo longo e pesado, de todas as expectativas supérfluas do seu objeto e corpo de desejo. Amamos a ilusão do verbo, não a conjugação. Sendo assim amar é a pureza dos fatos. Logo, não conjugue. E a segunda e não menos relevante, que seguir em frente é muito mais retrógado que voltar.

otroblog:

at Pueblo de Lajas

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objeto sujeito (paul’eminski)

você nunca vai saber
quanto custa uma saudade
o peso agudo no peito
de carregar uma cidade
pelo lado de dentro
como fazer de um verso
um objeto sujeito
como passar do presente
para o pretérito perfeito
nunca saber direito

você nunca vai saber
o que vem depois de sábado
quem sabe um século
muito mais lindo e mais sábio
quem sabe apenas
mais um domingo

você nunca vai saber
e isso é sabedoria
nada que valha a pena
a passagem pra pasárgada
xanadu ou shangrilá
quem sabe a chave
de um poema
e olha lá

utopia

semente que viceja sob estrelas
pranto em terra derramas, e ela
a ti oferece o teu embalo:

- em mim serás fruto, serás tudo
de ti desejo a fundo: sejas puro
ao céu caminhes, não o alcances
com raízes, mantenha ao chão
a utopia

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'Sobre o peso dos meus amores', Leonilson

'Sobre o peso dos meus amores', Leonilson