"Cumplicidade:
dois corpos de almas despidas."

— d-amargem (via ehreditario)

(Fonte: d-amargem, via ehreditario)

Tags: dji

ehreditario:

Todos os estágios percorri
meu coração foi pulsão escrita
angústia sentida
ânsia na espera
esperança fugidia
último sopro de vida
Agora resta a poesia
Que nos une, todavia,
além de nós.

d-amargem

Distância

d-amargem:

saudade é um Ser à distância

- quilômetros; bites, gigabites;

rios, mares, fronteiras - 

ausência não, presença

um estar presente

regalo dos mais sutis

impresso na mente

insigne no coração

Em suma: Dji, sua poesia ainda vai nos levar além.

d-amargem:

As bordas, os nós, o entre.

O em cima do muro

arquitetado no vão

[síncope]

O estar e não-estar

dentro e fora da obra assistida

O ser bipartido, fragmentado.

O olhar sob sombras

às margens.

Dji

romance

d-amargem:

Ela guardou as borboletas em cadernos pra lembrar
e os embrulhos no estômago pôs pra voar…

Dji.. sua arte e seu sorrir são imortais. Viva aqui dentro do nosso coração, anjo!!

(quimera)

o medo que impede a ação
antes ameaça o pensamento

dessa feita
o vir-a-ser
é uma escolha
(in)constante

o ideário aprisionado
ar livre anseia

resta ainda a quimera
da primavera

Tags: sinais

Akua Naru! Como essa voz faz-me bem..

(Fonte: farfallamaerulav)

A poesia deu cri(a)

A poesia deu cri(a)

Tags: sinais

respirei fundo me preparei para mergulhar me posicionei para o salto e pulei Enquanto estava no ar muitas coisas se aleatorizaram dentro e fora de mim. Pensamentos, inclusive. Os veres na ausência da coisa vista, diria Burrhus. Eu não me importava mais com explicações. Eu estava no meio de um salto para o nada. E não sabia se aquilo teria fim. Eu apenas estava. Em um determinado momento, a música que estava tocando parou. Song on the beach, nunca mais. Embora eu tivesse certeza que logo viria outra, eu não conseguia suportar a ansiedade. Em qual momento algo se torna mais real ou verdadeiro? Qual é o exato ponto em que as coisas se tornam? Sim, do verbo tornar-se. De vir a ser. O meu salto era um vir-a-ser de outra coisa que eu não era, que, na verdade, eu nunca havia sido. Chamam isso de vida, eu acho. E era um salto para o nada. Continuava sendo um salto para o nada. E quando é que as coisas deixariam de ser se elas são independente de nós? Eu já não me importava mais com explicações, mas continuava me questionando. Deve ser porque enquanto continuamos perguntando, continuamos em um certo equilíbrio que dizem ser sanidade. O problema é quando a gente não se questiona mais. Ah, e as respostas são puro adorno. Mudam de época em época, é tipo moda. Construiram prédios longos com o passar dos anos. Eram feitos, principalmente, de informações. Não existia nada mais valioso naquele século. Esse meu século de orações. Era um tipo de vírus tão valioso que as pessoas aceitavam ser infectadas mesmo quando corriam algum tipo de perigo - vital ou existencial. E lá estavam as criaturas, orgulhosas de seu próprio orgulho. Saber-se orgulhoso era, absolutamente, algo a se orgulhar. Essa tão sonhada consciência. Overestimate, for sure. No fim, era isso. E não era. Talvez fosse, em algum singular próprio. Ou mergulhasse na profundidade do nada até esquecer-se do próprio esquecer.

(Paola Vitali)

Tags: sinais

"Maria,
amor não é um relógio de pulso
Mas pulsa
Porque essa sua sina
Em consertar as asas que não são suas
E não saber voar
Ainda fará o teu mundo
Uma loucura particular"

— (via calices)

(Pulsar! R.)

zeitgato:

Zeitgato #3

https://bitly.com/zeitgato